El Cholar

Origem do nome: El Cholar do mapudungun "chod" ou "chos" (ocre) e "lar" (coisa caída, arruinada, desbarrancada ou barranco): “barranco ocre”. Isto é referência aos barrancos do riacho que atravessa o povoado.

Como chegar: Ruta Provincial 6 e RP 21

Temperaturas no verão: Média máxima 29°C / Média mínima 14°C

Temperaturas no inverno:Média máxima 12°C / Média mínima 3°C

Distância até Neuquen Capital: 397 km.

Distância até a Buenos Aires: 1384 km.

Prefeitura: Avenida Güemes s/n | Tel: +54 2948 492503

Posto de gasolina: Não

El Cholar está localizado a 60 km de Chos Malal e 70 km da passagem Fronteiriça Internacional Pichachén. Trata-se de um dos povos mais antigos da província de Neuquén, embora a data da fundação seja de 1910, vários anos antes já existiam diversos assentamentos no lugar.

Na atualidade este local conta com uma região urbana de aproximadamente 1000 habitantes, estendendo sua influência aos municípios de El Cholar Arriba, El Cholar Abajo e El Chacay, aos que podemos somar os habitantes rurais das paradas próximas como Vilu Mallín, Reñileo e outros.


Cerro Buta Leche Cura - Foto: Luis Alberto Reyes

História de El Cholar

Durante 1880 chegaram à região os primeiros habitant es provenientes da vizinha República do Chile. Sua proximidade com o limite internacional permitia uma multidão permanente de famílias provenientes desse país.

Em 9 de maio de 1910 o Governo Nacional entrega 100 hectares para a Escuela Nacional N° 31 e esta data é considerada então como a da fundação do local.


Molino San Francisco. Fundado en 1908 - Foto: Argentour.com

O que visitar em El Cholar

Molino San Francisco

Está localizada a 1 km de distância de El Cholar, em um lugar de chácaras. Funciona graças à queda da água proveniente de um canal, sobre as palhetas que por sua vez, e por meio de um sistema de engrenagens, faz girar uma grande pedra redonda em forma de roda que gradualmente vai moendo o trigo até que se formam os derivados: farinha, casca de cereal e farelo. Este atrativo, fundado no ano de 1908, é o primeiro moinho da província e sua visita permite a aproximação a um modo de produção histórico, com o objetivo de compreender a realidade econômica e cultural da região.

Foi declarado Lugar de Interesse Histórico Arquitetônico e Cultural no ano de 2008.


Interior del Molino San Francisco - Foto: Argentour.com


Fábricas de Queijos

Também é possível visitar as fábricas de queijo caseiro. Este produto representa outra alternativa econômica para o local, que aponta os micro-empreendimentos de pequenos produtores ou as empresas do tipo familiar.

Recomenda-se, pela sua alta qualidade, degustar os escabeches de El Cholar. Entre as diferentes alternativas recomendamos os escabeches de: lebre, pato, ganso e bode.


Arreo de chivatos camino a Paso Pichachen - Foto: Argentour.com


Atividades em El Cholar


Pesca Río Trocomán

Neste rio, localizado a 13 km de El Cholar, se pratica a pesca esportiva principalmente de truta-arco-íris, conseguindo capturas de tamanho regular. Os lugares de referencia são: a Confluência com o rio Reñi Leuvú, Vilú Mallín e Chochoy Mallin.


Río Trocomán - Foto: Argentour.com


Pesca Río Reñi Leuvú

Nesta afluente do rio Neuquén, localizado a 25 km de El Cholar, é possível praticar a pesca com mosca de salmonidae (truta, por exemplo), especialmente a truta arco-íris.


Río Reñi Leuvú - Foto: Argentour.com


Outras Atividades

Caminhadas até o pico da colina Buta Leche Cura, cavalgadas pelo vale.


Vista desde el Mirador Cerro Buta Leche Cura - Foto: Sec. Turismo de Neuquén


Festas Populares em El Cholar


Festa Provincial do Ñaco (farinha de trigo)

A primeira edição da Festa do Ñaco foi feita em 1989 e em 2004 foi declarada Festa Provincial. É organizada em homenagem aos antigos habitantes que plantavam e colhiam o trigo para depois transformá-lo em ñaco (farinha de trigo).

Antigamente El Cholar era uma grande produtora de trigo. Assim que o trigo amadurecia era cortado, juntada e batido. Esta atividade consiste em pisar na palha com éguas para malhar o trigo e separá-lo da palha. Atualmente alguns continuam com esta prática, mas a grande maioria a substituiu pelas máquinas agrícolas que fazem o trabalho em menor tempo.

Durante a festa são realizadas mostras de montaria, ginetadas e rodeios onde participam moradores locais e da região. Também é possível saborear excelentes pratos da cozinha local.

Processo de Elaboração do Ñaco

O trigo cultivado em pequenas porções de terra nas chácaras que estão distribuídas no lindo vale é colhido uma vez que as espigas estão maduras e depois são levadas à eira. A colheita do trigo geralmente é feita a mão e tradicionalmente é ceifada com uma foice de cabo de madeira que serve para cortar o trigo, ou com um facão.

Assim que o trigo está na eira, que é um lugar alambrado em forma de círculo onde é levantada uma meda de trigo, que é de vez em quando espalhado para ser pisado por uma tropa de éguas que galopam em círculo. Ao pisar vai separando o grão de trigo da espiga.

Entre um intervalo e outro da tropa o trigo vai sendo acomodado no piso. Finalizada a eira é ventanejada separando a palha do grão de trigo. O processo de moedura continua no moinho farinheiro San Francisco até obter a farinha, lembrando a tradição.

O processo de elaboração do ñaco (farinha de trigo) se dá ao torrar o trigo na callana em cima do fogo. A “callana” é um vocábulo quechua que denomina ao recipiente onde o trigo e o milho são torrados. Depois do trigo torrado ele é moído.

Usos do Ñaco

Pavo: O ñaco pode ser preparado de diferentes formas: com água e açúcar, leite e açúcar, água quente, óleo e sal (denominado “pavo”).

PChupilca: Combinação de ñaco com cerveja e açúcar ou vinho e açúcar.


Paso Pichachen - Foto: Argentour.com



O QUE VISITAR EN Neuquén